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O Globo Repórter desta sexta-feira (18) discutiu a importância da bioeconomia, especialmente na Amazônia brasileira. A região é fonte de um cacau de alta qualidade, conhecido como “cacau fino”.
Foi em Tuerê (PA) que produtores como o Francisco Pereira aprenderam a produzir amêndoas desse tipo de cacau, que é muito valorizado.
“O cacau fino ainda é novidade. Nós conhecemos há uns quatro anos atrás, uma ONG que nos deu total suporte, falando a respeito e a gente não acreditava no começo por não conhecer, mas nós abraçamos a causa, e eu sei que tem dado certo”, diz o produtor.
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Graças ao cacau fino que produz, Francisco já foi até o Salão do Chocolate, em Paris e teve reconhecimento internacional, devido a qualidade das amêndoas que produz. Ele também destaca os prêmios que ganhou no Brasil.
“Os chocolateiros que compraram nossos alimentos aqui do Brasil ganharam medalha de ouro, bronze, prata. O meu mesmo teve uma vez que ele, o ano passado, final do ano passado, ganhou duplo ouro, em São Paulo”, conta.
E qual é o sabor do cacau fino? “Tem uns que têm sabor de fruta, de mamão, de cereja. Aí varia, porque é híbrido, né? Vai dependendo de cada espécie de variedade”, explica Francisco.
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Valorização dos produtores
Além dos produtores, a reportagem também destaca como a produção do cacau fino da região Amazônica tem beneficiado fabricantes de chocolate.
A equipe foi até Campinas conhecer a engenheira de alimentos Luana Vieira, que transforma as amêndoas de cacau em chocolate de alta qualidade, mantendo o vínculo com os produtores e valorizando a história por trás do produto.
“A gente acaba pagando 10,15 vezes mais por esse cacau. Então para o produtor de cacau é vantajoso ele melhorar a sua amêndoa de cacau e ter uma amêndoa de cacau fino de qualidade, que vai fazer também um chocolate de excelente qualidade. Então a cadeia toda acaba se privilegiando de uma forma sustentável e socialmente justa”, ressalta Luana.