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Depois de um pregão de forte alta por conta das perspectivas de altas nos juros nos Estados Unidos, o dólar abriu em baixa nesta sexta-feira (7), refletindo a aprovação, em dois turnos, da reforma tributária na Câmara dos Deputados.
A proposta de reforma ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal e, caso ocorra alguma mudança no texto, volta para a Câmara, onde só será votada em agosto.
Às 12h30, a moeda norte-americana caía 1,33%, cotada a R$ 4,8640. Veja mais cotações.
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No dia anterior, o dólar fechou em alta de 1,64%, cotada a R$ 4,9298. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
- Altas de 2,94% na semana e no mês;
- Queda de 6,60% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
A proposta de reforma tributária aprovada pela Câmara nesta quinta-feira (7), entre outros destaque, consolida cinco impostos em dois impostos sobre valor agregado (IVA), sendo um federal e o outro com gestão compartilhada por estados e municípios.
Foram 375 votos a favor e 113 contra. Mas, antes de seguir para o Senado, os deputados precisam analisar destaques (sugestões de mudança no texto original). Quatro serão votados na manhã desta sexta.
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“A Reforma Tributária pode ajudar, de fato, no crescimento econômico em médio prazo. Contudo, é preciso avaliar como o setor de serviços, que tem grande peso no PIB, será efetivamente impactado na prática, assim como o agronegócio, que inicialmente foi contra a proposta”, afirma Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama.
O economista destaca que “como boa parte dos detalhes das mudanças vai precisar ser definida em leis complementares posteriormente, a avaliação do impacto real neste momento fica prejudicada.”
No entanto, Espirito Santo pontua que a aprovação é um fator positivo para o mercado financeiro.
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Nos mercados internacionais, o grande destaque do dia são os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Segundo o Departamento do Trabalho, o país criou 209 mil novas vagas fora do setor agrícola em junho, bem abaixo das expectativas do mercado.
A queda indica que o mercado de trabalho está menos aquecido, o que significa que a inflação também pode arrefecer, já que a população terá menos dinheiro circulando.
Se a inflação fica controlada, as expectativas são de que os juros também parem de subir. Na quarta-feira (5), o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou um tom conservador na ata de sua última reunião, reforçando indicativos de novas altas nos próximos meses, a depender dos rumos da inflação.
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No entanto, o especialista em mercados de capitais, Daniel Moura, destaca que essa queda também pode ser um sinal de uma recessão econômica à frente na maior economia do mundo.
“Quando um relatório revela uma criação de emprego menor do que a expectativa ou um aumento significativo na taxa de desemprego, isso pode indicar um enfraquecimento da economia, o que pode levar uma diminuição na confiança do mercado e a uma maior volatilidade. Normalmente, os investidores monitoram os relatórios do payroll como uma espécie de ‘indicador-chave’ do estado da economia e realizam ajustes nas estratégias de investimento com base nesses dados”, explica.